domingo, 22 de abril de 2012

Blog do Mércio


Como eu não estou com tempo para postar mais cultura indígena aqui, no meu querido CURUMIM.

Indico este blog sempre bem atualizado e de claras colocações sobre a situação indígena atual no Brasil.


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sábado, 24 de setembro de 2011

(Foto: Marisol Villanueva)

CONSELHO DAS AVÓS
- Elas se uniram com um objetivo comum: curar o mundo.
Treze avós indígenas procedentes de todos os cantos da Terra



Não é tarde para curar o mundo.



Treze avós indígenas procedentes de todos os cantos da Terra, desde as tribos norte-americanas até a Índia, passando pelo Brasil, África e selva amazônica. Elas se uniram com um objetivo comum: curar o mundo.

Houve um tempo, não faz muitos anos, em que os anciões eram respeitados e admirados pela sua experiência. A eles recorria-se para pedir conselho; eles tinham quase a última palavra dentro das famílias. Mas hoje, na maioria das sociedades ocidentais, a estrutura familiar mudou: se reduziu drasticamente e é cada vez mais rara a convivência de três(ou mais) gerações em um mesmo espaço. O papel dos avós se limita, em muitos casos, a cuidar dos netos que seus próprios filhos não podem atender devido às extensivas jornadas de trabalho. Nossa sociedade rende culto à juventude (aparente ou real) e à novidade, em detrimento à experiência e sabedoria. Quem nos orienta então? Como encontrar esta voz da experiência?


A resposta chega dos que seguem vivendo em contato estreito com a Natureza: os grupos indígenas. Entre os índios americanos, as tribos africanas e da Amazônia, os povos do Ártico ou as comunidades espirituais do Tibet, os anciões são um exemplo, apoio e comando. Dentre estes anciões, têm sido as mulheres as que têm se colocado em marcha para o que consideram uma tarefa de vital importância: aportar sua experiência para curar um mundo que vem sofrendo com a fome, as doenças, as guerras, a falta de diálogo e a morte lenta da Natureza. As "GrandMothers" (ou Avós) são um conselho de treze mulheres indígenas de todo o mundo reunidas para uma múltipla reivindicação: pelo valor dos anciões, pelo respeito à mulher, pela preservação de suas culturas e pela salvação da Terra e de todos os seres que a habitam. Contam para isso, com meios quase exclusivamente espirituais: as Avós possuem a sabedoria que pode nos curar, baseada em seu contato direto com a Natureza e os ensinamentos transmitidos de geração a geração. Ensinam a fazer frente ao desequilíbrio atual e à doença com a fé, a tradição e a medicina natural. Desde sempre, fazem-no desde suas zonas de origem; há apenas um ano, trabalham para todo o planeta no Congresso Internacional das Treze Avós.

Quem são elas:

Aama Bambo - Nepal
Margaret Behan - Cheyenne-Arapahoe
Rita Pitka Blumenstein -Yupik
Julieta Casimiro - Mazateca
Maria Alice Campos Freire - Brasil
Flordemayo - Maya
Tsering Dolma Gyalthong - Tibet
Beatrice Long Visitor Holy Dance - Lakota
Rita Long Visitor Holy Dance - Lakota
Agnes Pilgrim - Takelma Siletz
Mona Polacca - Hopi/ Havasupai
Bernadette Rebienot - Bwiti
Clara Shinobu Iura - Brasil

Biografias podem ser vistas no site do conselho



A profecia do Tambor

O Tambor da Avó é um dos instrumentos do Conselho. Foi construído no ano de 2000 a partir de uma visão das indígenas do Alaska para convertê-lo no símbolo de sua missão. Têm 200 cristais em sua base e viaja por todo o mundo como um símbolo da união universal. Dizem que seu som move almas e corações. Seu centro de pele de búfalo emite um estrondo grave para curar o mundo na próxima década. As Avós percorrem com ele o Anel de Fogo geológico do nosso planeta, um fogo que se ativar, segundo a profecia das Avós, renovará a vontade global de reconciliação e de paz.

Nota: (Texto traduzido livremente por Tatiana Menkaiká. 



 O X Encontro do Conselho das 13 Avós Nativas acontecerá desta vez no Brasil. 

De 21 a 24 de outubro de 2011, Brasília será palco de um encontro que vai valorizar a diversidade cultural e espiritual do Brasil e do mundo: a “Voz das Avós das quatro direções do planeta”
A Voz das Avós reunirá expressões tradicionais de vários países do mundo e das diversas tradições que forma a identidade do Brasil. Este encontro tem como objetivo promover o diálogo intercultural e inter-geracional, apoiar a valorização dos conhecimentos tradicionais e fortalecimento da paz planetária.

(Fonte: http://www.avozdasavos.org/evento.html)

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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011






Visita do Instituto Samaúma ao Cacique Baiara da Aldeia Tucunã Pataxó

Prezados amigos/amigas. A comunidade Pataxó, da aldeia Tucunã, que vistamos dia 28 de janeiro 2011, representa a construção de uma nova aldeia, sob o comando do Cacique Baiara.
São 20 famílias, com 58 pessoas, sendo a maior parte crianças, que são em número de 30 (todas  crianças pequenas).
Estes índios viviam na localidade de Carmésia, Minas Gerais, no entando, os 48 has agricultáveis, já não davam para produzir todo o alimento que a aldeia toda precisava. Decidiram então, separar estas 20 famílias, e a convite de pessoa influente do Governo de Minas, foram orientados a tomar posse do Parque Estadual Rio Corrente, no entanto, sem o aval oficial do governo, para resolver prioritariamente uma questão do IEF, pela invasão do Parque Estadual por fazendeiro, que tomou posse da área do Parque para criação de gado, incluindo búfalos.
A área do Parque é rica em nascentes, de vários rios tributários do Rio Doce, e os búfalos principalmente, já fizeram um grande estrago nas nascentes. Como o governo estadual de Minas Gerais, não tem pessoal suficiente para administrar o Parque do Rio Corrente, utilizou esta estratégia (que é boa) encaminhando os Pataxós para tomarem posse do Parque, buscando resolver duas questões: retirar o fazendeiro da área do Parque e iniciar um processo de transformação do Parque Estadual em Reserva Indígena. Da nossa parte, expressamos nosso reconhecimento e gratidão à autoridade que tomou esta iniciativa estratégica de resolver as duas questões, principalmente porque ela beneficia as famílias pataxós, que precisam de um lugar definitivo para criar seus filhos, manter a cultura tradicional e também dar a sua contribuição na proteção da área do Parque Rio Corrente. Mas, é preciso que o processo continue e haja a transformação o mais breve possível para a Reserva Indígena, com recursos destinados à realização dos projetos que eles precisam ali na área da nova aldeia, principalmente a questão da segurança pessoal do Cacique Baiara e das famílias, em virtude das ameaças do fazendeiro, já conhecida pelo IEF e pela Polícia Ambiental.  
Mas, a comunidade pataxó está sofrendo riscos reais de vida. Há poucos meses, os indios ainda estavam vivendo em tendas de lona e o fazendeiro mandou colocar fogo na área em que os indios estão acampados. O incendio quase dizimou as pessoas e crianças da aldeia, que conseguiram fugir ao fogo, mas centenas de animais, aves e a vegetação foi queimada.
Mas, mesmo com estas graves e reais ameaças que a aldeia pataxó vem sofrendo, eles já construíram as casas de taipa para as famílias, dia 28 quando eu estive lá, estavam construindo a escolinha, já tem uma bonita roça onde plantaram mandioca, milho, abóbora, fruteiras. Já plantaram mudas de árvores que produzem sementes para o seu artesanato. Chegamos, eu e a bióloga Claudia, do nosso Instituto Samaúma, aproximadamente as 14,00 hs e eles estavam trabalhando na propriedade.
O Cacique Baiara, é um homem sabio, bom ouvinte, inteligente e tem a visão de construir uma bela aldeia para criar os seus filhos e desenvolver a tribo.
O Instituto Samaúma, vem trabalhando o resgate da cultura dos povos tradicionais e, dentro deste objetivo, o Cacique Baiara, nos solicitou o auxílio para construção de alguns projetos:
a) construção da Oca Principal (que será feita com as técnicas de bioconstrução do bambu tratado e cobertura de piaçava, que virá da Bahia).
b) O Instituto pretende realizar uma oficina para resgate e repasse deste conhecimento aos indios pataxós da Aldeia Tucunã e auxiliar a construir a oca principal, a escola, o centro cultural e também a horta de plantas medicinais.
c) Além dessas construções através do nosso departamento de biologia, orientar a construção das trilhas temáticas no Parque, buscando reduzir o impacto na mata e permitir a circulação orientada para trabalhos de pesquisa científica e observação da fauna e flora.
d) Projeto de recuperação florestal das áreas que foram degradadas pelo fazendeiro que invadiu o Parque, e as áreas que ele mandou incendiar. Nesta recuperação, falamos com o Cacique Baiara, da importância de utilizar a técnica de agrofloresta, com inserção de frutas nativas para a fauna local.
e) Em nossa experiência com o Maurício Hoffman, especialista em agrofloresta, que apoia o Instituto Samaúma, em um hectare de floresta, pode-se enriquecer a área com frutíferas nativas e dali retirar renda significativa para a subsistência das famílias pataxós.
Esperamos obter também o apoio do Governo de Minas Gerais, através dos órgãos que são responsáveis pelo Parque Rio Corrente e por este movimento que apoia, mesmo de maneira informal a posse já efetivada dos Pataxós na área do Parque Rio Corrente.
No entanto, é preciso lembrar que tudo isto precisa de recursos para garantir a realização dos projetos. Estaremos fazendo contato com os órgãos competentes, com o município de Açuncena, com a Funasa, Funai e também com a direção do IEF, no seu setor de biodiversidade, pois acreditamos que nessas posições existem pessoas que tem real interesse na transformação do Parque em Reserva Indígena e dar o apoio para garantir a segurança e perenidade das famílias Pataxós naquele Parque Estadual Rio Corrente.
Também o Instituto Samaúma está acionando parceiros da área internacional que já se mostraram sensíveis a apoiar este Programa de Resgate da Cultura dos Pataxós e a concretização legal e documental no Parque Rio Corrente com a futura categoria de Reserva Indígena dos Pataxós.
Eu, na qualidade de Presidente do Instituto Samaúma, me coloco a disposição dos amigos, para dar informações, e dentro de uma estrutura de gestão objetiva, apoiar estas famílias que estão até correndo risco de vida, pois o fazendeiro, através de seus cupinchas, mantém ações permanentes de ameaças ao Cacique Baiara e sua tribo, tendo até construído também, perto da aldeia, uma casa de taipa, semelhante à dos pataxós, e o gado ainda permanece na área do Parque Estadual Rio Corrente, fazendo o estrago nas nascentes, cursos de águas, pois são búfalos, que fazem buraco no terreno para se aliviar do calor, pois não são próprios da região.
Na ótica do nosso Instituto e de outros profissionais, biólogos, agrônomos, sociólogos, antropólogos, com os quais matemos contato, a situação territorial nativa do Parque é de risco e também a vida dos pataxós, principalmente das famílias que estão ali sob a direção do Cacique Baiara, pede urgentes providências de proteção do Estado de Minas Gerais.

Ramon Samaúma

Ramão Miranda Padilha - diretor presidente do Instituto Samaúma Ecologia e Desenvolvimento.

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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010


UMA ANIMAÇÃO DE RUI OLIVEIRA baseada na lenda indígena da tribo Karajá.

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   Tanto o desenho animado Amor Índio, quanto o segundo desenho da série "A Lenda do Dia e da Noite", baseado em uma lenda da tribo dos índios Karajá foram adaptados para livros e publicados pelas Editoras José Olympio e FTD respectivamente.




terça-feira, 16 de novembro de 2010

QUEBRANDO


 O 


SILÊNCIO









Quebrando o Silêncio é um documentário baseado na linha do cinema verdade, que traz depoimentos reais de sobreviventes do infanticídio



Ajude a enterrar uma criança indígena


// abril 21st, 2010 // 

Deputado paranaense usa o plenário para falar sobre filme de jornalista paranaense
A jornalista e documentarista paranaense Sandra Terena, uma das poucas jornalistas indígenas do Brasil, saiu do anonimato com o documentário “Quebrando o Silêncio”. Finalizado em 2009 com recursos próprios, o filme já conferiu à diretora dois prêmios e está despertando interesse pelo Brasil O filme, que tem apoio da entidade brasiliense Atini – Voz Pela Vida em sua produção e divulgação, retrata a vivência de algumas tribos em relação ao infanticídio indígena. Crianças que são filhos de mãe solteira, gêmeos ou deficientes físicos são sacrificadas em nome da cultura.
No dia 19 de abril, dia do índio, o deputado federal Íris Simões (PR-PR) usou a tribuna do Congresso Nacional para chamar a atenção dos deputados para a prática de matar crianças indígenas. “Fui surpreendido, neste fim de semana, por uma carta que recebi da jornalista e indígena Sandra Terena que relata a preocupação sobre um documentário que realizou e lançou em Brasília no dia 31 de março deste ano sobre o infanticídio”. Em seu discurso, Simões pediu de forma veemente uma atitude da Câmara. “. A Comissão de Direitos Humanos, nos próximos dias, vai fazer um debate sobre essa questão, mas é latente que nós temos que fazer alguma coisa”, disse Simões.
No momento em que o deputado discursava na Câmara, uma equipe de jovens indígenas de pelo menos três povos diferentes, distribuía um folder nos corredores do parlamento com a seguinte frase: “Ajude a enterrar uma criança indígena”. Junto com a entrega, eles colocavam terra nas mãos dos deputados. “Foi emocionante. Durante a manifestação muitos parlamentares manifestaram solidariedade a nossa luta e conquistamos muitos aliados”, diz Damares Alves, conselheira da ong Atini – Voz pela Vida.
A jornalista Sandra Terena, que estava em Belo Horizonte para participar de um programa ao vivo na Rede Minas de Comunicação, sobre o centenário do indigenismo no Brasil, enviou mensagens de solidariedade aos manifestantes. “Este ano comemora-se cem anos de trabalhos com os povos indígenas. Nós, índios, não queremos mais que decidam por nós, não queremos mais ser integrados, como prevê o estatuto do índio. Temos autonomia para decidir o que é melhor para nós. E, nas entrevistas do filme Quebrando o Silêncio percebi que muitos dos meus parentes não querem mais matar as nossas crianças”, diz Sandra.
O líder xinguano Kakatsa Kamaiurá também emocionou parlamentares e assessores com sua fala. “Ei autoridades, vocês falam de nós sem nos conhecer. Vocês decidem por nós sem conhecer as nossas necessidades. Vocês nunca caçaram comigo. Não sabem o que o índio precisa. Ei deputados, deixa o índio falar, deixa a liderança kamaiurá falar”, disse.
Devido à repercussão deste tema, a Unicef, em 2009, abriu um edital para pesquisadores emitirem um relatório sobre a questão do infanticídio no Brasil. Quem está à frente deste trabalho é a antropóloga Mariana de Holanda. Este trabalho é contestado por organizações indigenistas porque os indíos reivindiam ter voz ativa nessa questão e por isso a pesquisa realizada pela jornalista indígena Sandra Terena, que resultou no filme Quebrando o Silêncio, deveria ter sido levada em consideração de forma pública. Em um depoimento no portal Amazônia.org, Mariana diz que “uma criança indígena quando nasce não é uma pessoa. Ela passará por um longo processo de pessoalização, no qual as relações que for estabelecendo serão fundamentais para que adquira um nome e, assim, o status de ‘pessoa’. Portanto, os raríssimos casos de neonatos que não são inseridos na vida social da comunidade não podem ser descritos e tratados como uma morte, pois não é. Infanticídio, então, nunca”.
No artigo: A estranha teoria do homicídio sem morte, Márcia Suzuki, conselheira da Atini, revela que alguns antropólogos e missionários brasileiros estão defendendo o indefensável. “Através de trabalhos acadêmicos revestidos em roupagem de tolerância cultural, eles estão tentando disseminar uma teoria no mínimo racista”. A teoria de que para certas sociedades humanas certas crianças não precisariam ser enxergadas como seres humanos.
Nestas sociedades, matar essas crianças não envolveria morte, apenas interdição de um processo de construção de um ser humano. Mesmo que essa criança já tenha dois, cinco ou dez anos de idade. “Somos contra esse posicionamento. A partir do momento em que as mulheres e lideranças indígenas se manifestaram a favor da vida é obrigação do governo e sociedade prover meios para que essas crianças possam sobreviver. Para que isso possa se tornar realidade é preciso que o governo pense políticas públicas para atender essa questão. Sandra concorda. Para ela, essas políticas devem vir das bases, das lideranças tradicionais das aldeias.” Sou a favor de uma ampla consulta pública nas cinco regiões do Brasil e de preferência nas aldeias. Chega de decidirem por nós. Este é um momento que o protagonismo deve ser indígena.”, afirma.

Fonte: http://quebrandoosilencio.blog.br/

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segunda-feira, 4 de outubro de 2010



Felicidade e Natureza

Foi ali, no coração verde
Mãe-terra gerou sementes
Felizes sementes, vida

Foi por ti, Filho, Criação
Mãe-terra forjou amizades
Felizes amizades, pureza

Foi aqui, no coração humano
Mãe-terra gestou vertentes
Felizes vertentes, sorrisos

Foi por Ti, Pai, Irmão
Mãe-terra festejou melodias
Felizes melodias, gorjeios

Anorkinda

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sexta-feira, 23 de abril de 2010


FLORESTAS

Na trilha desta floresta
trouxe o curumim
porção da terra

No verde desta terra
pousa o pássaro
ser meio-céu

No seio das florestas
pulsa o chão
coração da terra

Na família desta terra
trouxe o indigena
ser meio-mato

Com a bênção da floresta
deixo meu poema
oração da terra

Anorkinda

domingo, 11 de abril de 2010

Nas Rotas dos Pajés: os Andarilhos da Luz

Reescrevendo a história de Brasília no caminho do reconhecimento da presença histórica das etnias indígenas no seu espaço (antes, durante e depois da construção de Brasília), valorizando a diversidade cultural que faz de fato Brasília a capital de todos os brasileiros.

PATRIMÔNIO HISTÓRICO E CULTURAL

O Santuário dos Pajés é um importante ponto de memória e da história indígena do Planalto Central brasileiro e de Brasília, além de ser considerado não apenas pela comunidade do Santuário dos Pajés, mas por índios de outras etnias como ponto sagrado e cósmico de grande força espiritual.

O Planalto Central de Brasília está situado na área ancestral tapuya (índios do tronco lingüístico Macro-Gê) e área histórica das rotas de fuga indígenas de acordo com as histórias de nossos anciãos.

Hoje, o Santuário dos Pajés além da abrigar a tradição, os costumes e a cultura da comunidade tapuya se tornou um ponto de referência cultural de várias etnias indígenas através do intercambio cultural entre os conhecimentos tradicionais indígenas.

PROJETO “Nas Rotas dos Pajés: os Andarilhos da Luz”

Desde o início da década de 90, grupos de estudantes, crianças, pesquisadores de Brasília, das cidades Satélites do Distrito Federal e de várias partes do Brasil visitam a Terra Indígena do Santuário dos Pajés interessados em conhecer a tradição cultural indígena que se desenvolveu em função da peregrinação ao centro espiritual e ao meio ambiente onde este se desenvolve.
Hoje a visitação está renovada pelo projeto “Nas rotas dos Pajés” da Associação Cultural Povos Indígenas (ACPI) do Santuário Sagrado dos Pajés que promove a educação intercultural entre sociedades de saberes diversos e o ensino dos saberes ancestrais indígenas, uma oportunidade única para as crianças e os jovens viajarem ao vivo e a cores pelas rotas ainda vivas e resistentes da tradição indígena do nosso querido Planalto Central Tapuya bem no coração do Plano Piloto de Brasília.
O projeto "Nas rotas dos Pajés" está voltado especialmente às instituições de ensino conforme a Lei 11.465 de 10 de março de 2008 que prevê a inclusão obrigatória no currículo oficial o estudo da História e da Cultura Indígenas, visa através de uma visitação orientada e planejada no interior da própria Terra Indígena Santuário dos Pajés, num ambiente de intercambio cultural que propicia uma vivência única de tolerância humanista entre as culturas e etnias que compõem o Brasil, o respeito às diferenças e a valorização do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental dos povos indígenas do Brasil, fornecendo algumas das ferramentas necessárias para uma maior compreensão da organização sócio-cultural indígena, de suas formas tradicionais de manejo dos recursos naturais, da história indígena regional e, sobretudo, da importância de se reconhecer que a preservação do meio ambiente natural é conseqüência da cultura e cosmovisão indígenas, resultado de um modo de ser e de um modo de vida com profundos valores éticos, espirituais e morais.

Visitações de segunda à sábado (manhã e tarde)
Mais Informações:
www.santuariodospajes.blogspot.com

fonte:
http://www.sitecurupira.com.br/indios.htm

sexta-feira, 5 de março de 2010



URUTAU - MÃE-DA-LUA AVE-FANTASMA


O urutau, jurutau ou urutago, também chamado dono-da-noite e, em Pernambuco, mãe-da-lua, pai-da-lua e pai-de-mata é uma ave cinzenta, da ordem dos estrigiformes (família Nyctibiidae), com boca grande e hábitos noturnos que o fazem misterioso e aterrador. O nome é aplicado a várias espécies do gênero Nyctibius.

Segundo o dicionário Houaiss, seu nome deriva do tupi uruta'gwi "ave da família dos nictibiídeos". Segundo Fernando Costa Straube, seu nome seria uma corruptela do guarani guyra (ave) e táu (fantasma)

Para os guarani é a indígena Nheambiú que virou ave depois da morte do seu noivo Quimbae. Os tupinambá afirmavam que ela trazia notícia dos antepassados e não a matavam. Suas penas servem como preservativos contra a luxúria. Ao vir da puberdade, as moças indígenas assentavam-se sobre a pele retirada a um urutau. Para outras tribos o costume era varrer o chão com as penas da mãe-da-lua.

Os carajá dizem que ela foi a moça Imaeró que tomou a forma do Urutau com ciúme de sua irmã Denaque que se casara com Tainacã, a estrela Vésper, tornado velho e alquebrado, e que pedira noiva e só Denaque o aceitara. Quando Imaeró viu Tainacã moço, forte e bonito, enlouqueceu de raiva e ficou sendo o urutau lúgubre.

Para os indígenas do rio Buopé (Uaupés) afluente do rio Negro no Amazonas, foi o tuxaua Duiruna que se tornou urutau por ter sua mulher Ueundá se transformando no peixe pacutinga ou pacu-branco (Myleus rhomboidalis).

Urutau não tem só um: só no Brasil são cinco espécies, todas pertencentes à família dos nictibiídeos (em latim, Nyctibiidae) e ao gênero Nyctibius, grupo que é restrito às regiões mais quentes do continente americano. São aves exclusivamente noturnas, dotadas de cabeça larga e achatada, bico e pernas pequenos e enormes olhos. As asas e cauda são consideravelmente longas e o corpo robusto e musculoso. A coloração, especial para a camuflagem, apresenta-se acinzentada a marrom, invariavelmente com pintalgos e manchas pretas, cinzentas e marrom-claras de vários tons, tamanhos e formas, dispersas pelo corpo, que é sempre mais escuro na região dorsal .

São aves exclusivamente insetívoras, tendo especial predileção por invertebrados grandes, que compensem o gasto energético despendido para persegui-los. De comportamento calmo e observador, o urutau pode capturar grandes besouros, mariposas e outros animais, lançando-se rapidamente com vôos de assalto na direção destes, capturando-os nos troncos ou sob as folhas. Em geral prefere caçá-los em vôo, quando os apreende graças ao formato de sua boca descomunalmente grande.


Arborícolas por excelência, não descem ao solo. Pousam geralmente na ponta de troncos mortos, parecendo um prolongamento destes, mas também em posição transversal a galhos mais grossos, hábito mais reservado ao período noturno; gostam também de estipes de palmeiras mortas e mourões de cerca.

Não constroem ninho. Tudo o que fazem, no período de reprodução, é depositar um único ovo em alguma forquilha de galho grosso a grande altura ou numa cavidade natural de seu poleiro noturno, onde permanecem em atividade de choco. O ovo é esbranquiçado com pequenas manchas cinzento-violáceas e pardacentas, e mede aproximadamente 4,0 x 2,5 cm.

Demora cerca de um mês para ser devidamente incubado e dele sai um filhotinho quase todo coberto de fina e macia penugem branca, com algumas manchas mais escuras. Logo após o nascimento, o pequeno urutau precisa aprender que a magnífica camuflagem de seu corpo não basta para sua defesa. A imobilidade faz parte da arte de se ocultar. Assim, agarra-se firmemente ao poleiro, raramente se movendo e ficando, assim, parecido com um pedaço apodrecido de galho.

Com o tempo, o jovem vai adquirindo uma cor mais escura e as penas das asas e cauda acabam por se desenvolver por completo após cerca de 50 dias . Trata-se de um dos períodos mais longos entre a desova e o abandono do "ninho" dentre todas as aves da América do Sul, o que pode ser interpretado como uma comprovação da eficiência de sua capacidade de camuflagem (Sick, 1997)

Uma das adaptações mais curiosas encontradas na avifauna brasileira está no fato deles poderem enxergar tudo o que se passa nas imediações de seu poleiro, mesmo estando com os olhos fechados! Tal detalhe não é conhecido em nenhuma outra ave e torna-se ainda mais útil para sua já eficiente camuflagem se considerarmos que o bulbo saliente do olho e arrumação compacta das penas acima dele permitem a visão para cima e para trás, sem necessidade de mexer a cabeça.

Objeto do folclore e do imaginário, o urutau é lembrado também por suas características; uma delas é o formato estranho dos pés, altamente adaptados -parecendo mesmo deformados - e que servem muito bem para a fixação, enquanto permanecem agarrados nos poleiros verticais.


Um assunto interessante, lembrado sempre que se fala de urutaus, é a relação entre boca e bico, aspectos que em geral são tidos como sinônimos, mas que, para essas aves, se distinguem bastante.
essas aves, porém, ele é extremamente desproporcional ao tamanho da boca, uma vez que é muito pequeno, enquanto essa é enorme, lembrando a de um grande sapo. Numa mãe-da-lua-gigante (Nyctibius grandis), por exemplo, o bico chega a dois centímetros ou pouco mais, enquanto sua boca - aberta - pode alojar um punho cerrado de um homem chegando, portanto, a quase oito centímetros de diâmetro.


Fontes:
http://pt.fantasia.wikia.com/wiki/Urutau
http://blogcaicara.blogspot.com/2009/10/urutau-ave-fantasma.html
http://ricardo5150.blogspot.com/2008/02/espetacular-ave-fantasma.htm
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PARAMANA ( no Tupi: a chuva do mar *)


Dos lânguidos olhos de Uiara
a vertente clara irrompera.
A vulva da chuva se entreabrira
a benzer o útero dos rios
de ondas dáguas e claras anáguas
desenvoltas em vagas e véus.
Gotas, fontes, líquidos desvios
inundando a terra em sins e cios.
Sob a mão direita de Tupana
veio se acender o setestrelo
e à chuva do mar - a paramana*,
o arco-íris desfez seu novelo.
São perenes fontes, seus olhares.
Lágrimas vertidas - tantos mares.

Aline de Mello Brandão

domingo, 10 de janeiro de 2010

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Os Kisêdjê


Os Kisêdjê constituem o único grupo de língua Jê que habita o Parque Indígena do Xingú. Mas desde sua chegada na região (provavelmente na segunda metade do século XIX), seu contato com outros povos xinguanos e, principalmente, com aqueles da chamada área cultural do Alto Xingu, ocasionou a incorporação de muitos costumes e tecnologias alheias. Entretanto, jamais abriram mão de sua singularidade cultural, cujo principal emblema pode ser reconhecido num estilo particular de canto ritual, expressão máxima das individualidades e do modo de ser da sociedade Kisêdjê. Até algumas décadas atrás, outro marco diferencial do grupo eram os grandes discos labiais e auriculares que, mais do que ornamentos, apontavam a importância do cantar e do ouvir para esse povo.

Os Kisêdjê são também chamados de Suyá. A palavra Kisêdjê significa ouvir, compreender e saber e estas são as qualidades mais valorizadas por este grupo.

Valores da sociedade Kisêdjê

Os valores são ensinados pelos velhos, pelos avós e pelos pais desde criança. Ensinar a respeitar as pessoas, ter bom comportamento, caçar, pescar, saber dar valor à natureza e à vida humana. Saber tratar os convidados e as famílias mais próximas e distantes. Ensinar a fazer artesanato, respeitar cada animal e outros seres que existem na natureza. Ser generoso, honesto com os seres humanos. Seguir as regras dos mais velhos, das coisas que eles nos ensinam. Respeitar lugares e objetos que têm suas histórias contadas pelos mais velhos.

Existem lugares e objetos sagrados, principalmente o lugar e os objetos de reza do pajé, como o apito feito com o osso de ave, o cigarro e as ervas. Muitas pessoas respeitam e consideram os próprios pajés como pessoas sagradas. As montanhas e as lagoas que têm sua história contada pelos mais velhos, também são sagradas.

Conheça a história do caçador do povo Kisêdjê que foi capturado pelo monstro Kátpy na mata:




Fontes:
http://pibmirim.socioambiental.org/como-vivem/aprender
http://pib.socioambiental.org/pt/povo/kisedje/1228

  • "O que mais me chamou atenção no Parque Indígena do Xingu foi a doçura das relações.
  • As pessoas daquele lugar são uma maravilha!
  • Fui para lá acompanhado de um assistente, que é francês,
  • e ele disse uma coisa engraçada e que caracteriza bem o clima de lá:

  • 'aqui a gente não viu nem cachorro brigar, não é Sebastião!'.

  • E foi assim mesmo, a gente não viu agressividade entre as pessoas,
  • o que é tão comum hoje em dia em vários lugares do planeta,
  • não é mesmo ? Mas lá não tinha."

  • (Sebastião Salgado; fotógrafo)
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sábado, 17 de outubro de 2009


PAJELANÇA - O XAMANISMO BRASILEIRO

É provável que a palavra Pajé venha da raiz pa-y = profeta, adivinho, curador, sacerdote, xamã. O termo pajelança é aplicado nas manifestações xamânicas dos índios brasileiros. Pode ser divido em pajelança indígena (rituais indígenas) e pajelança cabocla, que são praticas religiosas (não índígenas) mais comuns no Noorte e Nordeste brasileiro.

Há anos atrás, o amigo Walter Vetillo foi a Belém fazer uma reportagem para a Revista Planeta, cobrindo o VI Congresso Brasileiro de Parapsicologia e Psicotrônica onde se realizaou um Encontro de Pajés. Parte da mátéria transcrevo abaixo :

Afinal...quem são os pajés ?

Existe muito pouca coisa publicada no Brasil sobre este fascinante assunto. Uma contribuição preciosa foi o depoimento do estudioso dos mistérios amazonenses, Antonio Jorge Thor. Thor comenta o xamanismo e a pajelança :

" Um aspecto curioso deste assunto é que nos Estados Unidos, quando se fala em xamanismo, muitas linhagens dos xamãs são mulheres No Brasil não; aqui pajé é sempre somente do sexo masculino - primeira geração, que passa de pai para filho. Para sser um pajé, o candidato deve ser um paranormal e médium ao mesmo tempo. Ou seja, dve ter muitas força mental (paranormalidade) e a mediunidade, que mexe com a bioenergética, com as partículas biocósmicas (provocam a expansão da consciência fora da matéria, o espírito por exemplo), enfim aquela coisa da espiritualidade.

Entre as diversas tribos, como os Kraôs, caiapós e gaviões, varia muito o conceito de pajelança, mas eles tem alguma coisa em comum: o misticismo , o segredo. Você as vezes passa um longo tempo para conseguir uma informação, um segredo, como por exemplo, sobre um não-alucinógeno para você sair com facilidade do corpo (desdobramento) . O pajé penetra na área da encantaria, uma outra vertende da grande magia que pouca gente conhece., que é passar para uma outra dimensão e e muitos dele quando retornam dessa experiência , voltam curados. Eu fui iniciado pelas mãos de uma curandeira de terceira geração que foi tratada pelos pajés. Doente, ela passou algum tempo desaparecida e quando retornou, além de curada veio com dons incríveis.

A pajelança é uma forma de magia nativa da Amazonia, tipicamente indutiva, atuando sobre qualquer elemento vivo e mantendo estreita relação com os demais reinos da natureza: mineral, vegetal e animal. É praticada por curandeiros (principalmente pelos pajés da Amazônia), com base no xamanismo indígena .

Pelas suas ações, o xamã tenta estabelecer contato com outras formas de existência através de comunicações com entidades sobrenaturais, procurando restabelecer o equilíbrio perdido entre a natureza e a mente. Esse processo envolve curas, exorcismos, e outrois atos com objetivos diversos.

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A verdadeira pajelança é restrita a uma minoria que ostenta os segredos e poções mágicas que rejuvenescem, curam, matam, provocam viagens astrais e outras grandes iniciações. Atualmente, existem poucos pajés desse tipo no Brasil. A presença da mulher é vedada.


Um elemento indispensável na pajelança é o maracá. O maracá de um xamã é recebido ou confeccionado durante a iniciação, sendo, portanto, sagrado para ele. em alguns casos é passado de pai para filho; ou ainda, o "escolhido" é induzido a achá-lo mediante as regras impostas pelo ritual de iniciação..

Outro elemento fundamental é o tauari , uma espécie de charuto natural semi-oco que ajuda o pajé a defumar o local ou a pessoa em questão. O charuto, com sua fumaça cheirosa, objetiva imantar o ambiente e criar uma atmosfera toda especial, para facilitar os cantatos que o pajé queira fazer.


Se o maracá e o charuto, são importantes para um pajé, pois assumem significados sagrados em suas mãos, existem outros elementos secundários uisados ao lçongo dos trabalhos desenvolvidos.

  • -Mascar certos vegetais ou mesmo cheirá-los, ou até mesmo comer ou beber, também faz parte do ritual de entrada de um xamã. Essa situação varia muitoi de pajé para pajé, de trabalho para trabalho, dependendo do objetivo visado. O importante é que eles, usando recursos tiotalmente naturais, provocam os mesmos efeitos de certos enteógenos.

  • -Chás ou pós de ervas, alucinógenos ou não, facilitam as viagens e a comunicação, com entidades de outros planos, bem como aguçam a paranormalidade.

  • Porções para mascar, feitas com plantas e raizes especiais, desenvolvem a sensibilidade do pajé e facilitam suas viagens, as quais poderão trazer soluções para os casos pendentes.

  • Cantos nativos produzem vibrações e facilitam contatos com outros pajés, pessoas ou outros seres invocados nos cânticos.

Dentro dessa estrutura a pajelança é associada a rituais de grande beleza e magia, qu extasiam a todos que se envolvem no processo de participação, ou mesmo como meros observadores.

Geralmente o pajé exerce uma influência muito grande sobre sseu povo - sua figura está para a tribo na mesma proporção em que o médico está para a comunidade. Isso faz com que sua importânciae destaque assumam uma responsabilidade toda especial sobre os problemas que afligem seu grupo. Por outro lado, como um médico, o pajé segue as normas e obedece as éticas moldadas pela sociedade., e não poderia deixar de assumir um arquétipo blinbdado para sua tribo. Dificilmente alguma coisa lhe é negada, e ele, com justiça, exerce o poder e goza de fama e do respeito de todos. Os pajés vivem bastante tempo, e os mais poderosos são chamados de sacaca por sinal, o mesmo nome de um conhecido vegetal da Amazônia Oriental, detentor de inúmeras utilidades.



fonte: http://www.xamanismo.com.br/Teia/SubTeia1192186946

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domingo, 6 de setembro de 2009

(Pintura de Alice Vilhena)
Documentário vai contar história do
mico-leão-dourado

Um documentário de 50 minutos produzido pela Discovery do Canadá e o National Film Board of Canadá vai mostrar a aventura de um casal de micos-leões-dourados que vive num zoológico de Washington (EUA) e tenta voltar para casa, no que ainda resta da mata atlântica, no Estado do Rio. O filme terá a distribuição internacional da Disney, consultoria científica da ONG brasileira Associação Mico-leão-dourado e a produtora Mixer, também brasileira.

No rastro do sucesso A Marcha dos Pingüins, que conquistou platéias com um roteiro que humanizava uma família de pingüins e um elenco de animais reais, o filme sobre o mico-leão-dourado mostrará a história de reintrodução de uma família de micos em área remanescente da mata atlântica, o seu hábitat natural.

Símbolo maior da luta de preservação ambiental no País, o mico-leão-dourado estava incluído na lista das espécies mais ameaçadas de extinção, numa situação crítica. Mas, graças aos programas de proteção ambiental das matas nativas e à reintrodução de animais nascidos em cativeiro, a espécie mudou para a posição “ameaçada”, com o aumento da população selvagem de micos.

O filme será rodado nos EUA e no Rio - onde há ainda trechos da mata atlântica original. “O grande desafio é costurar uma narrativa dotada de sentido, partindo do comportamento natural dos bichos”, diz a produtora executiva da Mixer, Eliane Ferreira. Estima-se um orçamento de R$ 6 milhões para a produção. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo


Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/cultura/2008/02/21/documentario_vai_contar_historia_do_mico_leao_dourado_1199730.html

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OS MICO-LEÕES

MICO-LEÃO DOURADO


Comprimento: aproximadamente 32 cm
Cor: amarelo dourado
Peso: em média entre 400 e 700 gramas
Tempo de vida: em média 15 anos
Tempo de gestação da fêmea: 4 meses e meio.

  • O habitat deste animal no Brasil é a região montanhosa do sudoeste do Rio de Janeiro

  • Costuma brigar até a morte para defender seu território.

  • Tem hábito diurno e costuma viver em grupos de até 8 animais.

  • Alimenta-se principalmente de insetos frutas, lagartos, ovos de aves e pequenos pássaros.

  • A fase de reprodução da fêmea ocorre entre os meses de setembro a março. Ele costuma gerar de 1 a 3 filhotes.

  • Esta espécie está correndo risco de extinção. Porém a reprodução em cativeiro está apresentando resultados positivos.

  • Também são chamados de: sagui, sagui-piranga, mico e sauí.



MICO-LEÃO DA CARA DOURADA

Distribuição geográfica: Floresta tropical no sudeste da Bahia

Habitat: Floresta Atlântica

Hábitos alimentares: Frugívoro e insetívoro

Reprodução: Gestação de 125 a 132 dias

Período de vida: Aproximadamente 15 anos


- Alimentam-se de frutos, insetos, alguns fungos, pequenos vertebrados e ovos, além de certos exudatos de árvores (seivas e âmbares) e flores abundantes em néctar, que são características de florestas já bem formadas.

- Vivem por volta de quinze anos, e a maturidade sexual varia entre machos e fêmeas: 24 meses para eles, 18 para elas.

- Podem formar grupos que variam de 3 a 12 indivíduos, e normalmente as fêmeas são expulsas do grupo para formação de novos pólos familiares.


MICO-LEÃO DA CARA PRETA


Peso: 572 g
Comprimento: 38,8 cm
Ocorrência Geográfica: São endêmicos da Floresta Atlântica do estado do Paraná.


- Vivem em grupos familiares de 05 indivíduos, utilizando ocos de árvores e bromélias como abrigo. Sua alimentação consiste basicamente em insetos e frutos.

- Possuem uma gestação anual, com nascimento de 02 filhotes.

- As informações desta espécie ainda são escassas. Recentemente um dos micos passou a ser monitorado através de uma colar equipado com um sistema de radar. A partir daí, outros foram localizados: duas fêmeas com filhotes que vivem constantemente agarrados as costas das mães. Os pesquisadores acreditam que a população de micos-leão-da-cara-preta esteja em torno de 300 indivíduos, quantidade considerada muito pequena e que representa uma ameaça a sobrevivência da espécie.

- Cientista que descreveu: Lorini e Persson, 1990


MICO-LEÃO PRETO

Distribuição geográfica: Estado de São Paulo

Habitat: Floresta Atlântica

Hábitos alimentares: Frugívoro e insetívoro

Reprodução: 125 a 132 dias

Período de vida: Aproximadamente 15 anos

O mico-leão preto é um pouco menor que os outros Leontophitecus, e não é totalmente preto, pois costumam ter uma área alaranjada nas pernas traseiras.

São mais desconfiados e silenciosos, e talvez isto tenha sido a salvação para os grupos sobreviventes.

O mico-leão preto foi considerado extinto em 1905, e o desaparecimento desta espécie foi um dos grandes motivadores das pesquisas sobre a extinção nas terras brasileiras. Mas, na década de 1950, foram encontrados dois grupos vivendo no interior do estado de São Paulo, e imediatas medidas de proteção a estes raros sobreviventes começaram a ser feitas.

Eram cerca de cento e cinqüenta micos, mas isto dividido em duas populações muito afastadas umas das outras. De lá pra cá, consegui-se aumentar em cerca de dez vezes a população da espécie, mas ainda assim a perda de variedade genética, que pode proteger a espécie no caso de doenças ou de mudanças ambientais, foi muito grande e o mico-leão preto ainda corre enorme risco de desaparecer.

Texto de Ricardo Avari
Biólogo do CEMAS-CECFAU/FPZSP

Fontes:

http://www.zoologico.sp.gov.br/mamiferos/micoleaopreto.htm

http://www.zoologico.sp.gov.br/mamiferos/micoleaodecaradourada.htm

http://www.suapesquisa.com/mundoanimal/mico_leao_dourado.htm

http://www.ambientebrasil.com.br/composer.php3?base=./especie/fauna/index.html&conteudo=./especie/fauna/mamiferos/caissara.html

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domingo, 30 de agosto de 2009






Aquarelas prestam homenagem a comunidades indígenas

Novamente dispensa palavras...











Exposição de aquarelas Índios do Brasil, de Laky Gatti e M. Cafrruny. As artistas prestam uma homenagem à Semana dos Povos Índígenas com trabalhos que ilustram costumes, feições, adornos e cenas cotidianas de comunidades de Norte a Sul do país.

Elisabeth Laky Gatti e Marlene Cafrruny dedicam-se às artes plásticas desde a década de 1970, com ênfase na técnica de aquarela. Têm formação em cursos do Atelier Livre e do Museu de Arte do Rio Grande do Sul, entre diversos outros, trabalham em ateliês próprios e realizaram dezenas de exposições individuais e coletivas.

fonte: http://www2.camarapoa.rs.gov.br/default.php?reg=8589&p_secao=56&di=2009-04-09
(esta exposição realizou-se no período da Semana do índio - abril de 2009)
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